quarta-feira, 11 de agosto de 2010

- mão na cabeça flagrante, tá todo mundo enquadrado, gritava o homem levemente armado que recebe para fazer valer a ordem e a lei, enquanto eu corria por dentro do mato naquela noite de inverno, fria e densa.
o simples fato de eu já habitar aquela area já me dava uma certa vantagem, mas sempre foi da minha ousadia querer humilhar, enquanto parava proximo a um barranco, tive tempo de observar quantas pessoas me perseguiam, e eram três.
enquanto eu rastejava, para dentro de um tronco oco de uma arvore que servia de esconderijo para traficantes, comecei a pensar em como isso tudo estava acontecendo.
era verão, eu estava parado naquele posto de gasolina, e realmente, não teve um filho da puta que não prestou atenção naqueles radiantes cabelos castanhos, seguidos de dois olhos que acompanhavam um olhar profundo e pontudo, e enquanto estava distraido, foi quando surgiu o mero coadjuvante dessa historia, eu devia estar recem saindo da cadeia, onde havia passado três anos por tentativa de homicidio, e embora minha vida estivesse entrando em paradoxo, ele fazia valer a lei.
- o que é que você está olhando, ele gritava em meu redor enquanto uma leve sensação de odio crescia em meus olhos.
- cale a boca, eu respondi, talvez a pior resposta que eu poderia dar.
enquanto ele me algemava por desacato a autoridade, ficava tentando imaginar como é que aquela mulher poderia existir, em um lugar tão hipocrita. e depois de interrogado, e ele ter me feito pedir desculpas, fui liberado com a seguinte ameaça.
- isso não fica assim.
enquanto estava no tronco, vi meu parceiro correndo entre a mata quando é surpreendido pelos três rapazes que corriam atrás dele, e depois que ele foi neutralizado, começaram o interrogatorio ali mesmo.
- onde é que ele está? eles perguntavam enquanto ao mesmo tempo o maltratavam, batiam, o espancava, e era o que me deixava com mais odio ainda.
vendo tamanha agressividade, foi que percebi que um dos homens apontava uma arma para a cabeça de meu parceiro, e quando eu escutei o 'apaga ele logo', não pensei duas vezes, engatilhei, surpreendi, e atirei, três vezes ...
meu parceiro estava deitado no chão, quando me disse:
- isso não fica assim, enquanto isso eu verificava a indentificação dos policiais que faziam a abordagem, e foi quando BINGO!
estavam ali atirado ao chão, aquele que me ameaçou, e mais dois soldados da policia militar, mal tive tempo de ajudar meu parceiro, foi quando eu andei até a casa do nego césar, negão esquemado, cheio de girias, sem muitas perguntas, lá eu tomei um banho, roubei um carro, e estava saindo do país, realmente encrencado!

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