sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

É de chutar o balde.

Mais uma fraca atuação, desta vez na principal competição das americas, e é sempre a mesma historia, os jogadores vão se superar, mas quando se superar já vai ser tarde, destaco post do Daniel Perrone, do blog do torcedor do globo esporte.




Nação do Maior do Mundo;




Desta vez não deu para o TRI Mundial. Jogando dois tempos completamente distintos, o tricolor não resistiu a pressão e ao histórico do Once Caldas (invicto em casa em todas as Libertadores) e volta para São Paulo com uma amarga derrota no seu primeiro confronto fora de casa.

Mais uma vez resgataremos o MOVIMENTO REAGE TRICOLOR. Tá precisando…

Fu assistir a partida no belo restaurante Copa, lá mesmo no Morumbi. Para quem nunca foi o Copa fica onde ficava a antiga Pizzaria do Morumbi, no portão cinco do estádio. Lugar de primeira para ir acompanhado da patrôa, família ou dos amigos para comer uma boa pizza e ver jogos nas grandes TVs de plasma espalhadas.

A escalação do Milton Cruz me preocupou um pouco. O time não se importou com os 3 atacantes colombianos e foi a campo num 4-4-2, disposto a dominar o meio-campo da partida. Porém, o que se viu após os sempre descartáveis primeiros minutos de jogo (onde os times estão se estudando) foi um tricolor bm postado e tocando a bola. O time dominava justamente o meio e contava com o nervosismo do adversário. Para coroar o bom primeiro tempo mais um gol para a coleção do maior goleiro artilheiro do Mundo. Foi o octagésimo oitavo tento do mitoRogério Ceni em sua gloriosa carreira. Resultado justo e até de certa forma surpreenente, pela boa partida qu o time havia feito.

Se o primeiro tempo foi bem satisfatório, a segunda etapa foi deplorável. Simplesmente o tricolor rasgou e jogou nolixo toda a sua cartilha de Libertadores, conquistada após muitas participações e títulos que nem mesmo os piores rivais sonham em chegar perto. Simplesmente parou de tocar a bola, tomou um gol os primeiros minutos em uma incrível bobagem de Marcelinho e foi amplamente dominado pelo rival que, apoiado por sua torcida, cresceu e se impôs diante do soberano brasileiro das Américas.

Como não poderia faltar três detalhes que definiram a trágica jornada na segunda etapa: O incrível gol perdido por Washington, daqueles que não se pode perder e que ele costumeiramente perde; o golaço do atacante Moreno, que passou como quis pela fraca marcação do meio campo tricolor, que teve mil volantes mas nenhum cão de guarda decente e, finalmente, a toca desastrada do Milton, que ao promover erroneamente a enrada de Rodrigo Souto, jogou a toalha e acabou com qualquer chance de, pelo menos uma igualdade. Essa você foi muito mal, Milton.

Fim de partida. Não vou desmerecer o bom time colombiano, invicto em sua casa. Mas a pífia atuação do segundo tempo escancara mais uma vez a grande necessidade de um atacante rápido, tamanha a falta que Dagoberto fez (e faz) nesse time. Se o empate não era um mal resultado em Manizales, a derrota obriga o clube a ganhar do Nacional, no Paraguai, para seguir a primeira fase. Mas, para isso, é preciso cortar de vez essa incrível repartição pública que virou o meio e as alas tricolores e ORAR para a entrada promissora de Fernandinho que, segundo boas línguas, está arrebentando nos treinos, mesmo ainda longe de sua forma ideal.

OREMOS!

Saudações tricolores!

Nota dos personagens da partida:

Rogério Ceni Certamente o melhor em campo do nosso time. O capitão fez boas defesas e mais um gol para sua gloriosa coleção. Sem nenhuma culpa pela derrota. Nota: DEZ, ainda mais por se tornar o maior artilheiro do clube em Libertadores. E ainda tem gente que critica o MITO…

Cicinho Partida pífia. Claramente fora de forma e ritmo. de jogo, foi uma avenida no lado direito. Nota: 3,0

Xandão Se não fosse o primeiro gol, e cima dele, teria feito mais uma partida boa pelo tricolor. E olha que eu acho que foi falta do atacante na jogada de cabeça. Nota: 4,0

Miranda Mesmo “vilão” do golaço de Moreno, teve raça e técnica no jogo. Mesmo assim não dá para ausentar ele de culpa pelo segundo gol. Nota: 4,0

Jorge Wagner Pode ser até um bom jogador mas sofre muito como lateral esquerdo. O setor fica órfão de ataque por lá. Nota: 4,5

Jean Insegurança total. É mais um jgador bom que está sendo desperdiçado como primeiro volante. Eu não acho que tenha pegada para a função numa Libertadores. Espero queimar a língua. O segundo gol, para mim, foi mais falha dele que da defesa. Tem que matar a bola lá no meio campo. O máximo que levaria era um vermelho. Nota: 3,5

Richarlyson O alvo de amor e ódio da torcida tricolor para mim continua sendo um jogador bem esforçado, porém bem limitado. Não fez nenhuma grande bobagem mas não realizou um bom jogo. Nota: 4,5

Hernanes Foi o que mais jogou no meio, mesmo não tendo apresentado aquele futebol vistoso que o consagrou em 2007 e 2008. Bom ptimeiro tempo. Segunda etapa regular. Nota: 6,0

Céber Santana Lento, previsível e sem a chegada dos tempos de Santos. Tá devendo bola. No primeiro tempo foi bem, no segundo, despencou. Nota: 3,0

Marcelinho Paraíba Esse merece um banco ou, no máximo, uma vaga no meio. Sem Dagoberto todo o trabalho de velocidade tem que ficar com ele e aí que está o erro no ataque. Não tem o gás de antigamente e hoje sofreu e fez o torcedor triclor sofrer junto com ele. Nota: 2,5

Washington Isolado e sozinho, na única chance clara e cristalina perdeu o gol, cara a cara com o goleiro. Nota:3,5

Rodrigo Souto Sua estréia foi uma roubada. Melhor não contar esse pouco tempo de jogo. Sem nota.

Milton Cruz Fraquíssima atuação, infelizmente. Com o São Paulo sentindo o segundo tempo e perdendo o jogo, simplesmente tira um atacante (mesmo num mau momento) e coloca mais um volante para o hall de volantes tricolores em campo. Foi coisa de time pequeno, não do São Paulo Futebol Clube. Aí só restou torcer para não tomar mais nenhum gol. Não só faltou ambição ao nosso técnico de hoje como também faltou inteligência de entender que Washington viraria uma peça nula sem ajuda. Jogamos com dez após a substituição. Nota: 3,0

Juíz Nada a reclamar a não ser a dúvida da falta em cima de Xandão nogol de empate. Mas Libertadores é assim.

Torcida Para o meu espanto compareceu em bom número na Colômbia. Nõ merecia o tratamento do time tal qual o da segunda etapa.

Diretoria Que planejamento, heim? E ainda é duro ouvir do técnico que a viagem foi cansativa e teve o clássico dias antes para desgastar ainda mais os jogadores. JOGASSE COM RESERVAS NO CLÁSSICO E VIAJASSE MAIS CEDO PARA A COLÔMBIA. Cadê o fator tricolor que fazia com que todos focassem a Libertadores?

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